Algo nasceu

(O texto seguinte, resgatado por familiares de Maurice Herbert Jones – 1929/2021, foi por ele enviado a amigos, por ocasião das comemorações de fim de ano, em dezembro de 2002)

 

Naquele tempo e lugar algo diferente aconteceu. A terra era árida, pobre e infeliz. Nela tudo era dor, miséria, fome, revolta. O invasor romano dominava soberbo, humilhando o povo e esmagando o direito de sonhar, única riqueza daquela gente. A dor maior, porém, por ser escondida e por isso mais doida, vinha de mais longe.

Era um tempo de angústia e espera.

Foi então que algo surgiu com um jeito novo, doce, envolvente, como se fosse um afago, um convite ou então uma resposta.

Seria alguém? Seria uma ideia? Ou seria somente o emergir de um arquétipo plasmado no inconsciente coletivo representando aquela coisa indefinível sem a qual a vida é impossível.

Real ou virtual, não importa, algo nasceu como um sol interior, uma fonte de luz que, vencendo a escuridão da noite, iluminou aquele cenário triste revelando que, ao lado da dor, havia uma beleza escondida, mesmo naquele tempo e lugar.

Um calor novo aqueceu corações e, então, devagarinho, mãos crispadas se distenderam e se levantaram na direção de outras mãos tornando a jornada mais fácil. Algo bom, estimulante começou ali.

Algo que fez pensar, que fez agir, que fez viver nasceu naquele tempo e lugar: a utopia da solidariedade.

A revolução da esperança havia começado.



Algo nasceu como um sol interior.

Feliz Natal

Maurice H. Jones

04.12.2002

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